segunda-feira, 2 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

PIRAMO E TISBE



Píramo era um jovem assírio, de beleza encantandora apaixonado por Tisbe.Tisbe por sua vez era linda jovem grega, mas o amor de ambos foi proibido pelos pais, que levantaram um muro em volta de ambas as casas impedindo os jovens de se verem, exceto por um buraco pequeno por onde se falavam.Assim passavam-se os dias, suplicantes para ambos.Até que um dia resolveram fugir, marcando um encontro no vale, onde encontrava-se o túmulo de Nino que era protegido por uma imensa amoreira.Aquele que chegasse primeiro esperaria o outro.Assim fizeram e Tisbe chegou primeiro. Mas logo após ele ouviu o uivo de uma leoa, que vinha em sua direção para beber água no rio.Havia acabado de comer uma presa e tinha sede.Tisbe se escondeu subindo numa árvore, mas ao correr deixou cair seu manto que a agasalhava.A leoa saciou-se da sede e seu seu caminho, mas ao passar pelo manto quis brincar com ele, arranhando e mordendo, despedaçando e sujando-o de sangue.Tempos depois Píramo chegou ao local.Estava atrasado pois cães o seguiam e ele precisava despista-los.Chamava por tisbe, observava os lados e acabou avistando o manto de Tisbe todo rasgado e sujo de sangue.Apavorado pegou e reconheceu-o e chorando começou a lamentar-se.Gritou, berrou, xingou os deuses e sacou de um punhal atingindo seu coração.
Alguns metros dali Tisbe ouviu uma voz que parecia chamar-lhe e foi verificar quem era.
Chegou ao local e viu o corpo de Píramo caído.Chorando pegou a lâmina de Píramo e enterrou também em seu coração.Píramo abriu os olhos, sorriu vagamente e suspirou pela última vez.Logo depois os pais de ambos chegaram e desesperados viram os corpos dos seus filhos caídos e abraçados um ao outro.O ódio deu lugar aos prantos e choros.Enterraram-nos ali próximo e a amoreira, onde estavam, que antes era branca, sem vida e amarga, passou a ser vermelha e de uma doçura inigualável.
Publicado em: novembro 07, 2007

Lawrence Alma-Tadema


Vida
Alma-Tadema era filho do advogado Pieter Tadema e de sua segunda esposa. Seu pai faleceu em 1840 e ele ganhou um padrasto (daí o seu sobrenome Alma, do qual procurou distanciar-se mais tarde em sua vida). Aos 16 anos (1852) Alma-Tadema foi à Antuérpia onde freqüentou a academia de arte de Gustave Wappers.
Aos 27 anos (em 1863) Alma-Tadema perdeu a sua mãe.
Com estes contatos e experiência acumulada, ele pode, mais tarde, transferir-se ao ateliê de Henri Leys, a quem veio a servir de assistente. Em 1859 Alma-Tadema auxiliou Leys na decoração do prédio da prefeitura da Antuérpia. Nos anos seguintes Alma-Tadema trabalhou como artista independente; freqüentando, porém, alternadamente, o ateliê de Joseph Laurent Dyckmans ou o ateliê de Gustave Wappers na condição de aprendiz.
Em 1863 Alma-Tadema casou-se com uma uma inglesa com quem viveu na cidade de Bruxelas até 1869, quando faleceu na Alemanha.
Uma de suas pinturas foi premiada com medalha em 1864 numa exposição que ocorreu em um salão parisiense. Igualmente, na exposição internacional de Paris, em 1867, as suas peças em exibição também foram agraciadas com prêmios.

Juan Gris


Juan Gris es uno de los pintores españoles precusor del cubismo, ya que la exploración con este estilo la comenzó en 1906, cuando se trasladó a París y conoció a Pablo Picasso y Braque.
Para 1912, Gris exponía en el Salón de los Independientes su Homenaje a Picasso, una de sus obras capitales, junto con sus famosos bodegones.
Siempre me pregunté que fue de Juan Gris en la historia del arte español, por qué no cobró la notoriedad de Picasso, quizás sea una pregunta sin respuesta, pero su muerte repentina a los 40 años puede ser parte de la respuesta, ya que con más producción quizás su figura no haya sido tan eclipsada

Alma perdida


Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!
Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!
Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!
Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca - Livro de Mágoas

sábado, 31 de julho de 2010

William Blake


William Blake (Londres, 28 de novembro de 1757 — Londres, 12 de agosto de 1827) foi um poeta, pintor inglês, sendo sua pintura definida como pintura fantástica, e tipógrafo.

Blake viveu num período significativo da história, marcado pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra. A literatura estava no auge do que se pode chamar de clássico "augustano"", uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais, mas não para Blake que, nesse sentido era romântico, "enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do estado.
Trabalhos

Blake escreveu e ilustrou mais de vinte livros, incluindo "O livro de Jó" da Bíblia, "A Divina Comédia" de Dante Alighieri - trabalho interrompido pela sua morte - além de títulos de grandes artistas britânicos de sua época. Muitos de seus trabalhos foram marcados pelos seus fortes ideais libertários, principalmente nos poemas do livro Songs of Innocence and of Experience ("Canções da Inocência e da Experiência"), onde ele apontava a igreja da inglaterra e a alta sociedade como exploradores dos fracos.

No primeiro volume de poemas, Canções da inocência (1789), aparecem traços de misticismo. Cinco anos depois, Blake retoma o tema com Canções da experiência, estabelecendo uma relação dialética com o volume anterior, acentuando a malignidade da sociedade. Inicialmente publicados em separado, os dois volumes são depois impressos em Canções da inocência e da experiência - Revelando os dois estados opostos da alma humana.

William Blake expressa sua recusa ao autoritarismo em Não há religião natural e Todas as religiões são uma só, textos em prosa publicados em 1788. Em 1790, publicou sua prosa mais conhecida, O matrimônio do céu e do inferno, em que formula uma posição religiosa e política revolucionária na época: "a negação da realidade da matéria, da punição eterna e da autoridade"..[2]

Apesar de seu talento, o trabalho de gravador era muito concorrido em sua época, e os livros de Blake eram considerados estranhos pela maioria. Devido a isto, Blake nunca alcançou fama significativa, vivendo muito próximo à pobreza
Em Auguries of Innocence os versos iniciais deste trabalho sintetizam a grandeza de seu pensamento: "To see a World in a Grain of Sand / and a Heaven in a Wild Flower" (Ver um mundo num grão de areia / e o céu numa flor silvestre).

Quem sabe?!


Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!
Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
……………………………………..
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!
Florbela Espanca - Trocando olhares - 08/07/1916